Tinha uma trilha no meu caminho
     
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Agora é oficial. O Blog morreu.

Quer dizer, ele já tinha morrido fazia tempo. Agora é que eu enterro ele de vez.

No lugar do blog entra o Forum

Pra poder anotar e repassar:
http://www.estudionext.com.br/forum

Nos vemos lá. Aqui, morreu... tá enterrado... 7 palmos debaixo da terra, comendo capim pela raiz, vestiu pijama de madeira, partiu dessa pra melhor, foi pro andar de cima, bateu as botas, foi prá cidade dos pés juntos, esticou as canelas, empacotou, virou presunto, foi pra cucuia........



Como sempre, onde você encontrar uma palavra em bold, pode clicar que é um link.




 Escrito por Domene às 20h18
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Cof, cof... que cheiro de mofo...

Deixa eu abrir um pouco a janela pra arejar. Coisa de casa que fica fechada por muito tempo.

Ah, mas tem pessoas que ainda vem me visitar aqui, aguentando o ambiente insalubre.

Pois bem, tenho boas novas. O Blog vai fechar. Quer dizer, vai mudar...

O Blog vai virar um Forum sobre trilha sonora.

Estou em fase final de montagem... aguarde. Mais uns poucos dias eu anuncio o endereço dele aqui.

Daí, ao invés de monologo, a coisa vai virar uma conversa, coisa muito mais gostosa. Dialogo. Troca.

Melhor assim, já que percebi que eu não me dou bem no papel de escritor :-)

 Escrito por Domene às 12h21
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Estúdio Next

A falta de post tem uma boa explicação: estava brigando com uns bits para colocar meu site no ar. Agora já está tudo bem... eu venci :-)

Quer dizer, ainda faltam alguns pequenos ajustes.

Estúdio Next


Lá tem um monte de trilhas pra ouvir. Meu repertório completo está lá, em mp3 com qualidade superior a que eu estava usando aqui no blog (não usava mp3 melhor aqui por razões técnicas, mas isso vai mudar também).

Tem um link indicando o blog aqui, e tem um link de notícias, que devem ser atualizadas toda semana.

Vai lá e me diga o que achou.



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 Escrito por Domene às 15h20
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De volta a luta

Acharam que eu tinha desistido do blog, né?

Houve uma avalanche de trilhas e fiquei sem tempo. Bom, não passei o tempo todo criando trilhas. Depois de uma ou duas semanas as coisas voltaram ao ritmo normal, mas eu precisei de um tempo pra me recuperar. Pode não parecer, mas o esforço mental de criação de trilhas é bem grande, e sempre preciso de alguns dias pra voltar ao normal quando a carga de trabalho é intensa. Também preciso passar um bom tempo me alimentando de música, ouvindo coisas novas, pesquisando, limpando a cabeça, no preparo pra próxima trilha. Com isso o blog ficou de lado.

Bem, onde estávamos... ah, sim, na trilha do IAS.

A intenção era emocionar, fazer chorar. Bom, essa foi a trilha que criei. Clique aqui para ouvi-la (Trilha02.11a).

Ah... agora sim, muito emotiva. Não tem como errar.

Claro que tem. Sempre tem como errar...

A segunda versão (acima) foi criada numa esticada só, num único dia. Claro que não foi o dia inteiro. Nesses casos que requerem concentração máxima e dedicação exclusiva sempre acabam aparecendo outros pratos para o malabarista manter no ar. Precisei encontrar um locutor para um filme da INTEL, tinha que ser em espanhol, mas não qualquer espanhol: da Colômbia. Não me pergunte porque. Isso é assunto para outro post.

À noite a trilha nova já estava no servidor de FTP da produtora do filme. Primeira ligação pela manhã, claro, era do diretor do filme:

- Olha, essa trilha não vai rolar. Está muito emotiva, melancólica (obs: bem, sempre o emocional esbarra no melancólico), tem que ter mais ritmo, ser mais empolgante (obs2: achei que a primeira trilha estava assim), dá pra refazer a trilha agora? Tenho que apresentar o filme para o IAS daqui algumas horas.

Esses diálogos aparentemente loucos são sempre fruto de um cliente que interfere muito no trabalho. Depois de tantas mudanças, ninguém tem mais a certeza do que esta fazendo, e ficamos todos tentando adivinhar o que o cliente quer, o que ele vai aprovar, e o que vai recusar.
Nessa hora não está mais valendo o que eu acho bacana, o que o diretor do filme acha certo... fica todo mundo num exercício de premonição. Não há nada mais a fazer além de entrar no jogo e fazer o melhor possível, tentar entender a cabeça das pessoas, e ter a clareza de que não se trata de quem está certo ou errado, de quem está com a razão, mas sim de conseguir a aprovação dentro dos limites de prazo que sempre estão espremendo a gente.

Conclusão: depois de muito pensar, afinal a trilha estava linda, tinha o conteúdo emocional que precisávamos, decidi tentar colocar um ritmo de bateria forte por baixo da melodia criada, e um baixo mais marcado.

O resultado você pode ouvir aqui (Trilha02.11b).

Com isso consegui o efeito desejado, criei uma atmosfera emotiva, sensível, e ao mesmo tempo imprimi um ritmo mais vigoroso.

O resultado pode ser conferido no Senna Experience, no Shop Eldorado em São Paulo.



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 Escrito por Domene às 16h38
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Como assim, não gostou??

Uma trilha nunca está realmente aprovada até que seja exibida.

Trocando em miúdos: todo mundo adorou a trilha do IAS, mas na última etapa de aprovação a big boss, diretora do Instituto Ayrton Senna não gostou.

Como assim, não gostou??

Tenho que buscar lá no fundo da gaveta dos aprendizados em fazer trilha a lição mais valiosa que aprendi: quando alguém diz que não gostou da trilha não quer dizer que não gostou da sua música, que achou você um péssimo compositor, nada disso. Simplesmente ele quer dizer que aquela trilha não é o que ele esperava para o seu filme, que não está funcionando, pelo menos da maneira como ele queria que funcionasse.

Ok, auto-estima de pé novamente, vamos ao relato dos fatos, sem deixar que a frustração tome conta...

"Não gosto do filme, acho muito longo, a direção de arte não me agrada, a trilha não tem nada a ver, tem que emocionar, fazer chorar..."

Claro... o que eu esperava? Audiovisual sofre do mal do elefante bailarino.

Tudo tem que ser extremo, hipérbole, tudo tem que ser abertura de olimpíada... sofremos do receio do público não perceber a sutileza. Então manda sapateado de elefante.

Conclusão: reeditaram o filme, mudaram a direção de arte, encurtaram, "sapatearam' bastante, e agora é a minha vez de bailar... fim de semana emendado com feriado e eu aqui trancado no estúdio fazendo trilha pra marmanjo chorar...

Atingir esse objetivo é fácil, já fiz diversas vezes, muitas para filmes do próprio IAS. O difícil é fazer isso de forma original, sem cair nos chavões sonoros que sei que funcionam, o duro é resistir a tentação de seguir os caminhos já trilhados. Vamos ver no que dá...

Depois conto o resultado e coloco um trecho da nova trilha.

E lá se vai mais uma trilha bacana pro lixo... preciso comprar um latão de lixo reciclavel pra colocar aqui no estúdio :-)



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 Escrito por Domene às 11h57
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Ayrton Senna (parte 2)

Bom, deu pra perceber que o meu "amanhã" é meio relativo :-)

Vamos a segunda parte da trilha.
O filme mostra o que o IAS tem feito pelas crianças Brasil afora. Cenas alegres, muita criança estudando, brincando, praticando esportes. Resolvi usar um violão de corda de nylon como base para essa trilha.

Não sou expert em música brasileira, mas o tema e o fato de ter escolhido um violão de nylon me levaram a criar uma levada meio brasileira. Na verdade só fui ter consciência de quão brasileiro o tema estava ficando quando pintou a melodia.

Vamos a dissecação do cadáver:

Nessa trilha (Trilha05.10A) você vai ouvir o processo de criação.

Primeiro começa somente com uma harmonia e ritmo do violão.
Depois acrescentei varias camadas de eco, com repetição sincronizadas com o andamento, fazendo com que o eco compusesse um ritmo mais complexo e interessante.
Uma pitada de ritmo, uma batida eletrônica de leve, para dar um toque mais moderno.
Após isso acrescentei alguns pequenos toques de teclado para criar mais variedade.

Por último veio a linha melódica, que definiu bastante o clima brasileiro. Essa versão completa você pode ouvir aqui (Trilha05.10B)

Parece que gostaram, mas como já sei que tiveram que fazer varias modificações no filme, terei que voltar a trabalhar nessa trilha para fazer ajustes de tempo. Com trilha sonora é sempre assim: a gente não pode se apaixonar por nada, porque sem o menor aviso, você é obrigado a mutilar sua criação, cortar pedaços, espichar outros, cirurgia plástica completa... só que muitas vezes você preferia o nariz original. Ossos do ofício.



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 Escrito por Domene às 09h51
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Ayrton Senna (parte 1)

Ufa... acabei as 2 trilhas. Vamos ao relato:

A trilha do Instituto Ayrton Senna (IAS) ficou bem legal. No ínício o filme mostra uma tela preta representando o céu, e vão surgindo estrelas, uma a uma. O texto faz uma analogia entre cada estrela e o nascimento de uma criança.

Uma última estrela se transforma no capacete do Senna, e surge na tela imagens do Senna correndo nas pistas e comemorando vitórias.

Na primeira parte optei por usar um tratamento mais orquestral, piano cordas, percussão.

Na segunda parte deveria imprimir um ritmo mais forte, para acompanhar as imagens de F1, e usei uma combinação de 2 loops de bateria: um mais comum, com bastante energia, e o outro uma distorção de um toque de berimbau. O berimbau ficou irreconhecivel, mas deu um toque de modernidade e ao mesmo tempo brasilidade.

Clique aqui pra ouvir como ficou (Trilha29.09).

Gosto desse tipo de filme porque me possibilita criar uma trilha com climas diferentes. Estrelas no céu... acho que essa foi a primeira vez que fiz trilha pra estrelas.

Amanhã eu conto sobre a segunda parte da trilha.



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 Escrito por Domene às 20h56
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Novas do front

A semana de foi de muito trabalho administrativo, mas pouco som.

A semana que vem vai começar com muita trilha pela frente.

Vou recomeçar uma série de filmes/documentários curtinhos de 1 minuto para tv sobre o SESC/SENAC. A primeira série de 10 filmes fiz no final do ano passado. Agora recomeça a série com mais 10 filmes novos.

O clima é bem brasileiro, positivo, pra cima. Muito samba/funk, batuque, e toques eletrônicos.

Os filmes usam 2 apresentadores que percorrem regiões diferentes do país. Com isso o desafio de representar cada região com uma trilha diferente e que não soe como falsa é enorme. Os filmes vão passar no Brasil todo, e fica muito chato um amazonense ver sua região retratada com uma música que finge ser amazonense, mas é só imitação. Sensação semelhante a que temos quando num filme de holywood mostram o Brasil e ao fundo uma rumba tocando...

Nesse caso a trilha usará o mesmo tema que a série anterior, mas com pequenas modificações somente para dar uma nova roupagem.

Bom, será um filme por semana, e com isso bastante material e histórias pro blog.

O outro projeto é um filme de 4 minutos para o Instituto Ayrton Senna. A diretora desse filme é muito bacana, e deve ficar um filme muito bom, o que é ótimo pra quem vai criar a trilha. Uma coisa empurra a outra, e o nível acaba ficando lá em cima.

Semana que vem tem som!!



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 Escrito por Domene às 17h07
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Trilha surpresa!!

Ontem fui ver a exposição na Faap que comentei no post do dia 28/08.

Exposição bacana, muito bem montada, tudo lindo.

Então fomos (eu e minha família) para a parte onde estava o video para o qual fiz a trilha.
Surpresa!! Não dava pra escutar nadinha da trilha. O video estava numa sala com mais 6 monitores com outros 6 videos passando com som, mais uma dúzia de pcs conectados na internet, e claro, muita gente falando...

eu que sabia que havia uma trilha lá, e sabia que tipo de som deveria estar saindo dos falantes, me aproximando, não consegui ouvir nada.

Muito estranha essa sensação. Fazer um trabalho muito legal, e ninguém aproveitar. Ninguém ouvir... nem pra achar bacana, nem pra achar ruim.

O mais engraçado é que já estou tão calejado por essas coisas que nem fiquei chateado. Surpreso, sim... mas não mudou o meu humor. E é isso que é importante, né?

Trilhas bacanas eu faço outras. Terei outras oportunidades de mexer com a emoção das pessoas, uma outra exposição, sei lá...
Mas ficar de mau humor num domingo de tarde ensolarada com a família, isso não dá pra recuperar. É prejuízo dos piores.

A trilha de hoje é a que foi ouvida na exposição: silencio... :-)

 Escrito por Domene às 16h20
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Cantora virtual? Quase...

Nessa semana que passou estive envolvido na produção de jingles, não de trilhas.

Jingles não são divertidos e desafiantes como trilhas, mas pagam as contas também.
As vezes acho que vida de músico está mais pra vida de equilibrista, tendo que rodar as varetas para manter vários pratos girando ao mesmo tempo no ar.

Em um desses jingles usei uma cantora muito boa (Léia).
Léia cansou da vida na cidade e foi morar com a família em Valinhos, num condomínio fechado muito bonito. Seu marido é tecladista e arranjador de primeira. Eles tem um pequeno estúdio em casa. Alias, isso já é quase uma norma entre os músicos Todos tem seus pequenos estúdios em casa.

Com isso eles conseguem realizar alguns trabalhos por lá mesmo, sem ter que se deslocar para São Paulo.
Como sou partidário desse tipo de solução, resolvi ajudar fazendo a minha parte.

Gravei a base instrumental e enviei para a Léia um mp3 por email, junto com a letra.
Em horas ela me enviou (por email também) a gravação da voz dela. 2 versões para que eu pudesse escolher a que mais me agrada.
Economia em tempo de viagem, gasolina, pedágio... e o mais importante, ganho em qualidade de vida.

E o ganho não foi só dela. Eu pude ter uma cantora de primeira no meu jingle, não gastei tempo de estúdio para grava-la. O trabalho ficou mais ágil. Enquanto ela gravava essa música eu pude me concentrar no outro jingle que estava rolando no paralelo.



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 Escrito por Domene às 09h51
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Bach


Bach era um modesto organista numa cidade do interior. nunca teve fama ou reconhecimento. Um dos seus patrões se refere a ele, numa carta, como "músico medíocre". Tinha por obrigação semanal compor peças sacras para a liturgia do culto luterano. Suas composições, uma vez executadas, eram esquecidas e guardadas em canastras e estantes em algum quarto da igreja. Surpreendido pela morte no meio da composição da "Arte da Fuga", ninguém ligou para o que deixara escrito. Seus manuscritos foram vendidos para um açougueiro que os usava para embrulhar carne. Mendelssohn, por acaso, foi comprar carne no tal açougueiro. Mas ele logo se desinteressou da carne, assombrado com o que via escrito no papel em que ela viria embrulhada. E foi assim que Bach foi descoberto no lugar mais deprimente do mundoL embrulhando carne num açougue. Graças a deus que Mendelssohn não era vegetariano!

Extraido do livro "O amor que acende a lua" de Rubem Alves.




 Escrito por Domene às 16h59
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Respostas aos comentários



Finalmente tive tempo pra responder alguns... podem conferir.

 Escrito por Domene às 21h01
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A prazo ou a vista?

Up date do post abaixo:

O trabalho era pra ser entregue na 6ª 8h da manhã.
Já havia conversado com o diretor de criação e consegui ter uma idéia bem precisa do que eles queriam. Usando uma trilha que fiz para eles num filme de outro cliente, queriam usar o mesmo clima, e mudar varias coisas.

Resumo do briefing : queremo uma trilha igual a XYZ, mas aquela está muito metalica.. queremos mais calor, mais cordas, uma melodia com frases mais curtas, mais percussão.

Ou seja: pega tudo e joga fora, porque não tem nada de igual hehehehe

O que o diretor queria era algo bem complexo, sinfônico, com muitas melodias e contracantos, 2as e 3as vozes... enfim, nada que pudesse ser feito em poucas horas como era inicialmente previsto.

O trabalho seria grande, mas eu havia conseguido ganhar algum tempo. Afinal, era 4ª de manhã e eu poderia ir criando a trilha.

Passado algumas horas, na própria 4ª a tarde me ligaram dizendo que o projeto havia sido abortado. Algum desentendimento com a agência e pararam tudo.

Ótimo, pensei... perder um trabalho nunca é bom, mas nas circunstancias que esse seria feito, eu não estava nem um pouco satisfeito. Fazer trabalhos na correria é normal, faz parte do negócio. Mas quando te dão um prazo insano, com uma espectativa altíssima de resultado, a coisa fica pra lá de desconfortável.

...e o tempo passa...

E na 5ª final da tarde me ligam dizendo que o projeto foi retomado, mas o prazo continuava aquele.
E pela primeira vez tive a coragem de dizer que não seria possível realizar o trabalho. Havíamos perdido quase 2 dias, e a complexidade da música era muito grande para ser realizada nas poucas horas que queriam me dar.

Conclusão: o diretor disse que poderia reutilizar aquela minha trilha que eles estavam usando como referência, e só fazer as adaptações necessárias.

Agora sim... as poucas horas vão ser suficientes para se ter um bom resultado.

O filme chegou aqui na 6ª 00:30h e a trilha foi entregue na 6ª 08h conforme combinado.

Acho que preciso ter mais coragem de dizer quando um prazo deixou de ser pouco confortável e passou a ser inviável.

Clique aqui para ouvir um trecho editado dessa trilha (Trilha06.09)



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 Escrito por Domene às 20h52
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Prazo? Que prazo?

Entregar um trabalho para ontem é impossível. Mas para hoje de manhã eu consigo...

Trilha para um cliente grande para 6ª feira. Me avisaram na 2ª feira de noite... tudo bem, certo?
Errado.

A filmagem está acontecendo hoje, 4ª f. , e a edição do filme será amanhã, 5ª f.
O filme só deve ficar pronto no final da 5ª f. Mas como eu conheço essas estimativas de cronograma, final da 5ª é na verdade madrugada da 6ª.
Mas o cliente vai ver o filme na produtora, finalizado com trilha na 6ª de manhã.

Sabe o que é pior dessa história? É que vai dar certo. Vou conseguir criar, produzir e entregar a trilha a tempo.
E como o diretor do filme também sabe disso, eu só me lasco...

Isso tudo porque eu detesto trabalhar de noite. Não rendo. Começar uma tarefa de criação, arranjo, tocar os instrumentos, mixar... quando o dia já está fechando, quando minha energia já está pedindo arrego.. é duro.

Parece que ninguém mais pensa que prazo para execução da trilha deve constar no cronograma.

Se ao menos eu conseguisse reutilizar alguma trilha que foi pro lixo... mas quais são as chances disso? Quase zero.

Cada filme é um filme. Histórias diferentes, climas diferentes, tempos de edição distintos.
Pra usar uma trilha pronta que não serviu em outro projeto só tendo muita sorte, ou desespero extremo, de ver a hora da entrega se aproximando e a trilha ainda estar longe de ficar pronta.

Prazo de entrega de criação que se mede em horas (nesse eu não vou ter mais que 6 horas com certeza) não deveria se chamar "prazo" de entrega. É entrega a vista mesmo!

Na 6ª feira, depois de me recuperar, eu coloco um trecho aqui pra vocês.



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 Escrito por Domene às 13h07
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Ao infinito e além (parte II)

Quem quiser ouvir a trilha completa pode visitar a exposição que está acontecendo na FAAP sobre o sítio arqueológico de Araripe.

Faap 1

Faap 2

Uma linha do tempo marcando do Big Bang até o futuro.

A novidade é que a linha está numa parede, e um telão (na verdade 2 monitores de plasma sobrepostos) "caminham' pela linha do tempo e em sincronia com os eventos marcados vai contando a história com uma montagem de videos, textos, animações... e a trilha junto, ajudando a contar a história.

Adoro esse tipo de suporte. São desafiadores porque são desconhecidos. Você não tem uma idéia precisa do ambiente que a trilha vai estar inserida, de como será a interação das pessoas... e tudo isso dificulta um pouco mais a concepção do trabalho.
É o tipo de trabalho que a gente só consegue ver como ficou de verdade no local. Ele não fica pronto por completo antes da exposição, não pode ser montado e testado inteiramente antes. A referencia das imagens que eu tive para trabalhar foi num video... monitor de tv pequeno. Na real o monitor vai ter 3 metros de altura. Não precisa muita imaginação pra perceber que o que eu enxerguei durante a composição da trilha foi uma representação minúscula da realidade que vai estar na instalação.

Bom, semana que vem estarei lá pra conferir como ficou o trabalho sob o ponto de vista do público.



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 Escrito por Domene às 10h45
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